Vendas no cartão de crédito: seus recebimentos estão corretos?

 

Para quem não trabalha no varejo, as vendas no cartão de crédito parecem ser as mais simples de serem realizadas, afinal de contas, não é preciso conferir se as cédulas recebidas são falsas na frente do cliente, dar trocos ou conferir cheques. Mas, a facilidade acaba por aí. Se o gestor não estiver atento às transações e cobranças que incidem no processo da venda — entre o estabelecimento, adquirente e banco — seus lucros podem sumir como mágica. Neste post reunimos alguns alertas para empresários e gestores do varejo com relação à situações e estratégias das adquirentes que podem trazer danos a saúde financeira de seus negócios. Confira agora mesmo e saiba como proteger seus ganhos.

Cuidado do estabelecimento com as vendas no cartão de crédito

Antes de mais nada, é preciso garantir que a loja está fazendo todo o processo de vendas com cartão de crédito corretamente para, então, virar sua atenção a adquirente, pois, acredite, muitas falhas podem ser evitadas no Ponto de Venda (PDV). Falhas no processamento da venda pelos vendedores da loja podem gerar inconsistências no sistema e, ao sinal de qualquer problema, é mais conveniente para a adquirente não pagar por aquele valor, não é mesmo? Vendas que são realizadas, e, que, por algum motivo não são registradas no sistema de gestão do estabelecimento também podem atrapalhar a contestação de cobranças incorretas da adquirente. Além de treinar a equipe, apontar quais situações devem ser reportadas caso ocorram, fazer a conferência dos valores transacionados e recebidos é fundamental.

Cautela com estornos e chargebacks

Cancelamentos de compras, seja por iniciativa do estabelecimento ou solicitação do cliente também merecem atenção. Como alteram momentaneamente o fluxo de vendas por cartão de crédito, podem gerar um descontrole ainda maior no valor esperado para recebimento. Já o chargeback é realizado pela operadora do cartão por solicitação do cliente quando ele não reconhece a compra ou outro motivo legalmente aceitável. Seja qual for a situação, é preciso ter cautela e registrar todas essas movimentações atípicas para uma posterior conferência.

Alerta com a recorrência na necessidade de fazer ajustes no ERP

Em alguns casos, o valor esperado pelo gestor não condiz com o que foi depositado na conta bancária. Nesses casos, é preciso apurar o ocorrido no sistema de gestão do negócio e contestar com a adquirente. Contratos com as operadoras dos cartões tem diferentes taxas, como aquelas relativas às vendas e até aluguel da maquininha. Além disso, podem ter tarifas diferentes para cada bandeira e cobranças de comissões que podem mudar, sem aviso prévio, quando o parcelamento da venda é ofertado por elas. Essas comissões são deduzidas do valor da venda parcelada nessa modalidade, mas com tais mudanças repentinas e sem nenhum padrão — elas podem variar apenas um dia do mês ou afetar somente uma filial de uma rede, a conferência manual de todo o fluxo comercial do dia é inviável. Resumindo, são muitos elementos, porcentagens e cobranças que podem gerar erros. Porém, não cabe ao estabelecimento assumir tais prejuízos, e sim, contestar a adquirente mostrando fatos comprobatórios. Não é incomum que a adquirente cobre a taxa de vendas das transações acima daquela prevista em contrato, de forma duplicada, de serviços não solicitados pelo lojista ou que cancele uma venda do processamento por ter ocorrido falhas em seu próprio sistema. Se a necessidade de ajustar valores e vendas no ERP for recorrente, é preciso averiguar se a falha não está acontecendo na operadora do cartão.

Atenção as estratégias de branding das adquirentes

É importante lembrar também que existe uma grande concorrência entre as adquirentes, e com isso, a forma como elas promovem suas campanhas de marketing. A imagem da marca é sempre muito intensa, supervalorizada e, porque não dizer, sedutora para os empresários. Para elas, é importante transmitir credibilidade, transparência, parceria com o empresário, agilidade e inovação, e para isso, usam todos os artifícios para que em suas propagandas tenham abordagens de negociação. Oferecem a antecipação de recebíveis, por exemplo, como se fosse um presente irrecusável, mas nem sempre detalham os pesados custos desse serviço. A escolha entre elas deve ser bem racional e considerar sua reputação entre outros clientes, seu histórico de reclamações em sites e fóruns especializados, além, é claro, de um comparativo entre seus benefícios oferecidos.

Prudência com empresas de conciliação vinculadas ao grupo econômico da adquirente

Considerando todas as situações e problemas anteriores, adotar uma solução de conciliação da venda por cartão de crédito é um importante passo para evitar perdas. Em resumo, eles farão conferência nas quatro etapas da transação:
  • apuração se todas as vendas foram registradas no sistema do cliente;
  • conferência de acordo com as regras de cobrança. Aliás, nessa etapa a automação se faz ainda mais relevante, proporcionando uma averiguação minuciosa do respeito aos parâmetros acordados previamente. Ela também garante a identificação de situações atípicas como estornos ou cancelamentos que podem interferir no controle;
  • envio de dados do estabelecimento para a operadora do cartão;
  • e, aproximadamente 30 dias depois, do valor depositado na conta bancária da loja e seu relatório que apontava quanto deveria ser recebido.
Porém, é preciso lembrar que algumas dessas ferramentas de conciliação são oferecidas pelo próprio grupo econômico das adquirentes, ou seja, ao contratá-las, o estabelecimento está colocando as funções de fiscal e fiscalizado na mão dos mesmos responsáveis. Qual a garantia de que eventualmente eles não realizarão conferências que favoreçam seu sistema, não é mesmo? Por isso, o ideal é investir em soluções independentes que possam garantir confiança ao processo. Outro ponto importante na hora de escolher uma conciliadora de cartões de crédito é sua facilidade de uso. É preciso que ela seja intuitiva e tenha possibilidade de integrar com os demais sistemas do negócio. Oferecer a modalidade de compra por cartão de crédito aos clientes é fundamental, pois aumenta as possibilidades de vendas e traz mais segurança às transações. Porém, também cria a necessidade de um novo controle para os gestores e a conferência de que sua relação comercial com a adquirente está justa. Erros nas cobranças de tarifas referentes às vendas no cartão de crédito também podem ocorrer por falhas técnicas das tecnologias empregadas e não por má-fé de outras entidades desse mercado. Ainda assim, demandam que o lojista esteja sempre atento aos seus ganhos. Uma boa dica para isso é manter-se atualizado com novidades e estratégias que não sejam elaboradas pelos grupos econômicos das adquirentes. Sabe como fazer isso? Basta seguir nosso Facebook, curtir o Instagram ou se conectar conosco pelo LinkedIn.

Fique atento às novas tendências em conciliação de cartão e boletos!